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Quem são os santos de Deus?

Por muito tempo, te ensinaram que ser santo é ser perfeito. Que ser santo é estar em um nível espiritual elevado, reservado a poucos quase intocáveis. Mas isso não é o que Deus diz. Isso não é o que a Palavra diz. Na verdade, ser santo nunca foi sobre ser impecável. Ser santo é ser separado. Separado do sistema do mundo, separado das mentiras que escravizam, separado da ilusão de que Deus é inacessível. Santo é aquele que, mesmo imperfeito, escolheu pertencer a Deus, decidiu se render ao amor de Cristo e viver uma vida alinhada com a verdade.

Não é sua capacidade que te faz santo.  Não é sua performance religiosa. Você não se torna aceitável a Deus por subir uma escada invisível de espiritualidade. Você é aceito por causa da obra de Cristo. Porque Ele te amou, te chamou, te separou e te santificou. A nossa fé em Cristo nos santifica, nos separa, nos torna os santos de Deus.

O apóstolo Paulo declarou com clareza:
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8-9)

Sabe aquelas vozes que você ouviu a vida inteira, dizendo que você não é digno, que você não é capaz, que você não é bom o bastante? Que você precisa fazer mais, se sacrificar mais, provar mais, subir degraus que nunca acabam? Essas vozes mentem. Mentem porque querem te manter preso. Preso ao medo, preso à culpa, preso à dependência de estruturas que nunca foram capazes de oferecer vida.

Mas quando você entende a verdade, quando olha para a cruz e enxerga que tudo já foi feito, que tudo já está consumado, algo dentro de você se quebra. E junto com isso, algo dentro de você se acende. Você percebe que é livre. Livre para se achegar. Livre para pertencer. Livre para viver. Livre para ser de Deus.

E mais do que isso… livre para ser amigo dEle. Sim, amigo. Jesus não te chama de servo, de escravo, de submisso. Ele te chama de amigo.

“Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.” (João 15:15)

Perceba o quanto isso é grandioso. Deus não quer te colocar em uma hierarquia espiritual, em um sistema frio e distante. Ele quer se relacionar com você em amor, como um Pai amoroso, como um amigo fiel, como alguém que se importa profundamente com sua vida.

Ser santo não é se isolar do mundo em um pedestal de pureza impossível. Ser santo é escolher não pertencer mais ao sistema que te escraviza. É decidir viver uma vida separada, não no sentido de superioridade, mas no sentido de liberdade. De não mais andar segundo a lógica deste mundo, nem segundo as mentiras que criaram sobre Deus, sobre você e sobre sua identidade.

Se você crê em Cristo, se você entrega sua vida a Ele, você é santo. Não importa o que os homens dizem. Não importa o que a religião impôs. Não importa o que sua própria consciência, moldada por anos de culpa, tenta te convencer. Deus te chama de santo. Deus te chama de filho. Deus te chama de amigo. Deus te chama de livre.

E ninguém pode revogar aquilo que Deus declarou sobre você.

Por isso, não viva mais como quem está distante. Não caminhe mais como quem não tem acesso. Não se submeta mais às correntes que te fizeram acreditar que Deus estava longe. Ele está perto. Sempre esteve. E sempre estará.

Talvez, por toda sua vida, você tenha ouvido que se aproximar de Deus não é algo tão simples assim. Talvez te ensinaram que existem pessoas mais espirituais, mais santas, mais aptas a falar com Deus em seu lugar. Que existem etapas, regras, rituais e intermediários que você precisa atravessar para que, quem sabe, um dia, Deus olhe para você.

Fizeram você acreditar que Deus está distante. Que Ele é inacessível. Que a presença dEle é um lugar reservado para poucos, para aqueles que, de alguma forma, conseguiram se tornar melhores, mais limpos, mais dignos. E assim, criaram ao redor do divino um sistema que não aproxima, mas afasta. Um sistema que não liberta, mas aprisiona. Um sistema que não cura, mas mantém as pessoas dependentes de instituições, de homens, de tradições que nunca foram capazes de salvar ninguém.

Mas essa nunca foi a verdade de Deus. Essa nunca foi a verdade do Evangelho.

Desde o princípio, Deus não buscava pessoas perfeitas, nem pessoas que cumprissem listas intermináveis de regras. Deus sempre buscou corações. Corações que o amassem. Corações que desejassem andar com Ele. Corações disponíveis, sinceros, quebrantados.

Jesus mesmo nos revelou essa verdade quando disse:
“Mas vem a hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são esses que o Pai procura para seus adoradores.” (João 4:23)

O que Deus procura não são performances religiosas, não são aparências de santidade, não são méritos. Deus procura adoradores. Homens e mulheres que desejam se relacionar com Ele de forma íntima, real, profunda, numa relação de amor e verdade.

Você não foi criado para viver distante de Deus. Não foi criado para se sentir indigno, para viver de joelhos diante de sistemas, nem para depender de homens para acessar aquilo que Jesus te ofereceu de graça.

A cruz de Cristo rasgou o véu. E isso não é uma metáfora bonita. Isso é uma declaração eterna de liberdade e acesso. Quando Jesus se entregou, Ele não apenas pagou pelos nossos pecados. Ele abriu, de uma vez por todas, o caminho direto até Deus.

A Bíblia é clara e direta quando diz:
“Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem.” (1 Timóteo 2:5)

E também afirma:
“Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que Ele nos abriu através do véu, isto é, da sua carne.” (Hebreus 10:19-20)

Isso significa que você tem livre acesso. A porta está aberta. O caminho está livre. O convite é pessoal.